Resenha Crítica – Stranger Things: Terceira Temporada

Confere aí a nossa mais nova Resenha Crítica. A Resenha de Stranger Things: Terceira Temporada, já disponível na Netflix.

Na última quinta-feira, 04 de julho (dia da independência estadunidense), a Netflix lançou a terceira temporada de Stranger Things, a série que se passa nos anos oitenta. Essa temporada veio para solidificar a série e caiu nas graças de público e crítica.

Se você ainda não assistiu confere lá, que tá show de bola. Ah e já vamos logo avisando que haverá spoiler, um monte deles.

Personagens Sinistros

Resenha Crítica - Stranger Things: Terceira Temporada

A série começou sua primeira temporada com um núcleo bem definido, Will, Mike, Lucas e Dustin. Os garotos nerds que gostavam de jogar RPG e se veem envoltos numa aventura com o desaparecimento de Will e a chegada de Eleven, uma garotinha misteriosa e com superpoderes. Logo o núcleo foi aumentando, e os personagens secundários ganhando cada vez mais destaque, o que só tornou a série melhor.

Na terceira temporada a série se consolida ainda mais na questão de personagens. Novos pessoas surgem para cobrir os espaços deixados por personagens que se foram nas temporadas anteriores, e o núcleo principal se desenvolve de maneira única.

Will e Eleven, agora adolescentes, se envolvem num relacionamento já esperado desde os primeiros episódios da série, algo que agora se torna natural, pois antes eles eram só crianças, agora já estão na idade que é saudável namorar. Outro casal visto é Lucas e Max, a menina ruiva que chegou a Hawkins na segunda temporada, apesar de o relacionamento deles ser um tanto mais conturbado.

Dustin, que passou o verão num acampamento de ciências se vê ignorado pelos amigos e acaba passando mais tempo com Steve Harrington e sua nova amiga, Robin. E Will, o garoto que já passou poucas e boas ao longo da atração, se sente perdido com as mudanças que está acontecendo em seu grupo, com seus amigos namorando, e ele ainda se vendo como um menino que só quer jogar Dungeons and Dragons.

Evolução

A temporada mostrou de uma forma ou de outra a evolução, não só das crianças ou do núcleo principal, mas de todos os personagens. Alguns lidando com luto e perdas, outros tendo que segui a sua vida após os acontecimentos anteriores. Uma atenção especial é dado ao núcleo feminino nesse ano, com personagens como Nancy, que tenta se impor num ambiente machista e tóxico, provando no fim que estava certa, e Max que ajuda Eleven a ser uma garota independente.

Eleven que é um dos grandes destaques desse ano, sendo cada vez mais badass e surrando novamente o Devorador de Mentes. A personagem ganha cada vez mais identidade própria, deixando de ser um experimento de laboratório, ou a namorada do Mike, rapaz que por sua vez mostra que evolução de personagem não é necessariamente algo positivo, e que um personagem pode evoluir para “pior”, uma vez que, mais de uma vez ao longo da temporada, ele se prova egoísta e possessivo com relação à Eleven. Algo que é resolvido ao final da série com os dois aprendendo a lidar com seus sentimentos e admitindo que se amam.

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Trama Doida

Resenha Crítica - Stranger Things: Terceira Temporada

Se as temporada anteriores já foram sinistras, esse ano os produtores não tiverem medo de ousar. Tem tudo que um bom filme dos anos oitenta teria e muito mais.

Espiões russos malvados em território americano, teorias da conspiração, muita ação e alguns plots-twists.

Começamos com alguns núcleos separados que não se encontram até os episódios finais. Nacy tenta se provar no ambiente machista do Hawking Post e acaba arrastando Jonathan para uma investigação sobre um surto de ratos com raiva que acaba se mostrando um trama mais sinistra. Enquanto isso Dustin, Steve e Robin, descobrem uma trama envolvendo espiões russos em sua cidade. E descobrem que eles estão instalados no recém inaugurado shopping, Starcourt, prontamente eles decidem investigar, mas acabam descobrindo que não será tão fácil quanto eles imaginavam se tornarem heróis nacionais.

Joyce e o Xerife Hopper, também investigam a trama russa, porém eles acabam descobrindo o plano de construir uma gigantesca máquina que consome quantias enormes de energia, com o intuito de abrir um portal para o Mundo Invertido.

Will, Mike, Lucas, Eleven e Max, por sua vez, descobrem que o Devorador de Mentes nunca deixou Hawkins. E agora junta um exército, devorando as mentes dos cidadãos da cidade, para matar El. As crianças precisam se unir para derrotar o vilão de uma vez por todas.

As tramas a princípio parecem soltas e isoladas, conectando-se apenas ao final da temporada. O plano russo, por exemplo, no começos entendemos o que eles estão fazendo, mas o porquê fica em aberto. Contudo ao final as tramas são conectadas, de maneira um pouco apressada talvez, concluindo os arco individuais e deixando ganchos para os próximos anos.

Fatores Técnicos

Resenha Crítica - Stranger Things: Terceira Temporada

Não é possível falar dessa temporada sem citar a qualidade técnica absurda. Os efeitos especiais na construção das criaturas, a fotografia incrível, enfim os fatores técnicos como um todo estão muito bons mesmo nesse ano. Salvo alguns casos pontuais de cenas muito escuras, CGI não tão convincente, mas nada que estrague o conjunto da obra.

Além disso, dois aspectos que valem menção especial nesse quesito são o figurino, retrato fiel da época. Por vezes até vergonhoso (shortinhos e roupas de ginástica estou olhando para vocês), contudo muito verossímil. E as atuações que estão excepcionais, todas eles. Os atores e atrizes mostram todo o alcance de sua atuação e tornam esse ano ainda mais sentimental.

Veredito

Dustin assustado é muito fofinho

Por mais um ano Stranger Things mostra que é uma série acima da média e consegue cativar os espectadores saudosistas e os novos nerds, sendo uma boa pedida para todo mundo que curte uma boa série.

A terceira temporada de Stranger Things prova que a série realmente faz jus a todo o hype que recebeu e a fama que conquistou. Parabéns a todos os envolvidos!

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